Hoje me senti tão cansada, eu parei, sentei na cama e comecei a pensar. Pensar, pensar... Em tudo que estava fazendo, e cheguei a conclusão de que sou uma menina normal. Com meus medos e minhas inseguranças, e que por mais que eu tente, e olha que eu tento muito. Jamais conseguirei carregar o mundo inteiro em minha costas, talvez metade dele, ou 1/3 que seja, mais por melhores que sejam minhas intenções eu não vou conseguir agradar a todos, deixar todos felizes e ainda pra acrescentar a essas atividades, ser feliz.
Tenho uma mania incontrolável de ajudar as pessoas, não que eu seja uma pessoa maravilhosa que sempre faz bem ao próximo, mais sim eu tenho a inocente idéia de que posso ajudar de alguma maneira. E me frustro sempre que não consigo alcançar esta meta.
Mais sim estou cansada, não queria, mais estou sim. Meu corpo pede ajuda, minhas idéias pedem socorro, e começo a me preocupar com minha própria sanidade.
Agora, nesse exato momento, a vontade que eu tenho é de escalar o Everest, e quando chegar ao topo, gritar, gritar, gritar, até que alguém me escute.
Não espero ser amparada, ou penalizada. Só queria colocar um pouco desse cansaço pra fora, e alguém em algum lugar desse mundo pudesse escutar meu grito suplicando pela vida. Vida que eu estou atropelando com a
falsa idéia de força que tenho de mim mesma.
Só queria poder ser insegura por um dia, um ano ou um tempo. Essa insegurança está em mim todos os dias e nessas palavras que compartilho. Mais eu não posso por-la para fora, eu não me permito isso.
Estou aqui gritando, na verdade não espero que ninguém me escute, e sim que eu mesma seja capaz de parar para me ouvir!

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